01 julho 2017

Pare de ser ilusionista,Virginia!


— Mana! — entrou Virginia com os papéis do correio na mão.

— Estou no banho!

— Você não sabe o que acaba de chegar do correio!!! — Seu entusiasmo parecia com uma criança prestes a sair para ir brincar no parquinho.

— Deixe-me adivinhar... Contas?!

— Ora, pare de ser pessimista! Olhe só! — disse, entrando no banheiro e erguendo na mão uma carta num tom rosa.

— O que é isso ?

— Uma carta do Fred. Ele se lembrou de mim!

— Virginia, já fazem dois anos! Ele nem sequer te ligou, nem mandou um e-mail, nem deu sinal de vida. Achei que iria rasgar essa carta e "romper relações" como tinha dito.

Virginia encosta-se na parede úmida, ao lado do box. O pior é que era tudo verdade, doía tanto, mas era verdade. Triste consigo mesma, Virginia apenas sorriu, com um ar de mágoa.

— O que mamãe nos diria mana? — disse Carol, com uma voz doce.

— "Pare de ser ilusionista Virginia". — disse Virginia com a voz engraçada que sua mãe fazia quando estava irritada.

— Pare de ser ilusionista Virginia.


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