30 outubro 2019

Crítica | Menino Maluquinho 2 - A Aventura


Para alguns que não me conhecem, eu sou um tipo de pessoa bem saudosista. Esse texto se distancia um pouco dos que eu habitualmente costumo escrever. Hoje quero mostrar para vocês meu lado mais menininho, o lado criança da vida.

Menino Maluquinho 2 – A Aventura é um filme de 1998. Eu costumo ser um cara apaixonado por trabalhos dos anos 80/90, principalmente quando o assunto é animes. Existe uma razão por trás disto, mas quem sabe não é assunto para um próximo post. O primeiro filme foi lançado no ano de 1995. Embora seja comum apresentar sempre o primeiro filme de franquias, eu quebrei um pouco o paradigma e fiz o oposto. Não que o primeiro filme não seja bom, ele até é, mas o fato é que esse segundo capturou mais a minha atenção e meus instintos mais infantis.

Sintetizando o filme para vocês, maluquinho está passando as férias na casa de seu avô Tonico. A cidade está prestes a comemorar seu centenário. Para festejar este feito, maluquinho e seu avô organizaram um circo com diversas atrações, que contarão com a participação de seus melhores amigos. Enquanto a história se desenvolve em cima disto, tatá mirim, uma bola de fogo, escapou do centro da terra a fez amizade com os garotos, que aprontam várias, fazendo os moradores acreditarem que eles estão comungando com o capeta.

A história é simplesmente incrível e bem roteirizada. A inocência dos atores enquanto crianças, a bela atuação sem exagero e a atmosfera tranquila permitem ao telespectador uma sensação gostosa ao assistir o filme. Essas características que permeiam este filme são mais enfáticas no primeiro, onde é abordada a vida de uma criança mais diretamente, com brincadeiras no início da tarde até o entardecer, jogando conversa fora sentado na calçada de casa.

Hoje, já adultos, somos ligados muito ao botão automático, muitas vezes sem nem ao menos nos darmos conta. Isso tem nos deixando num estado de padronização e inércia que faz com que esqueçamos daquilo que um dia fomos: crianças sonhadoras. Esse filme me trás a tona essas lembranças. Mais do que isso, me faz querer ser uma criança sonhadora mais uma vez. Lembre-se daquele filme que desperta a criança adormecida dentro de você e programe-se para assisti-lo. Dê espaço, mais uma vez, para aquela seu lado que não tinha medo da queda nem dos machucados, mas que se importava apenas em se aventurar sem pudor e conhecer o novo.

FICHA TÉCNICA


Nota do crítico: 
★★★★
Título: Menino Maluquinho 2 - A Aventura
Gênero: Aventura, comédia
Autor/Organização: Fernando Meirelles
Estúdio: RioFilme
Selo: ------
Ano: 02 de julho de 1998
Sinopse: Maluquinho vai passar as férias de julho com o vovô Tonico e, com seus amigos, tentará ajudar o avô conseguir verba para as comemorações do centenário da cidade, já que o prefeito Costa se recusa a liberar o dinheiro.








21 outubro 2019

Crítica: Seis Vezes Confusão


Mais um grande trabalho do ator Marlon Wayans, um cara super talentoso e que nasceu para aquilo que faz: comédia. Seis Vezes Confusão estreou recentemente no catálogo da Netflix. Desta vez, Marlon se superou, interpretando seis papéis ao mesmo tempo.

Alan e a descoberta de seus seis irmãos gêmeos

Alan é o que poderíamos chamar de "o personagem principal", já que toda a história gira em torno dele, na busca do conhecimento por um passado apagado. Ele é um homem bem sucedido, com um bom emprego, uma bela casa e uma linda esposa que está gravida de seu primeiro filho. Ele nunca viveu pensando em seu passado ou quem era seus pais biológicos, já que ele cresceu em um orfanato, passando de família em família até chegar a sua fase adulta.


Tudo isso muda quando, na clínica médica, enquanto estavam realizando o ultrassom de seu filho, ele se vê numa situação onde é imprescindível os dados médicas de sua família. Neste ponto, começa a jornada de Alan na busca por sua família biológica. Ele só não contava com a existência de um irmão gêmeo, Russel, que inicia com ele as futuras grandes aventuras familiares do filme. Após conversar e trocar informações sobre o motivo de Alan estar ali, mais tarde, juntos, eles descobrem que sua mãe teve não dois, mas seis filhos gêmeos. Ao saberem deste fato, Alan decide ir atrás de cada um para conhecer, afinal, são seus irmãos, são sua família.


As mais loucas aventuras de uma família nada convencional e recém formada

A aparição de cada irmão é surpreendente. Como já temos ciência, o gênero é comédia, então o céu é o limite para como as coisas se desenrolam neste filme. Cada irmão leva uma vida totalmente oposta entre eles. O interessante está no processo de conhecimento de cada um deles e a forma como surgem no meio da história. Não somente isso, as peripécias que Alan e seus irmãos aprontam juntos é de fazer dar boas gargalhadas em alguns momentos.


Como um bom besteirol americano, Seis Vezes Confusão fez o que tinha de fazer, proporcionar entretenimento com boas doses de idiotices. A escolha de Marlon Wayans para o papel principal não poderia ter sido melhor executada, foi o ator perfeito para o filme. Como um bom amante de filmes idiotas, faço esta recomendação para vocês. Embora não seja uma comédia que te faça prender total atenção com os eventos que se desenvolvem ao longo do tempo, ainda assim é útil para passar o tempo e, caso não seja o seu gênero preferido, conhecer novas categorias. No mais, é uma comédia que vale a pena ser assistida.

FICHA TÉCNICA


Nota do crítico: 
★★★★☆
Título: Seis Vezes Confusão
Outros títulos: Sextuplets
Gênero: Comédia
Autor/Organização: Michael Tiddes (Diretor do filme)
Estúdio: Wayans Alvarez Productions
Selo: ------
Ano: 16 de agosto de 2019
Sinopse: Prestes a ter um filho, Alan decide encontrar sua mãe biológica, e ao conhecê-la, descobre que tem mais cinco irmãos gêmeos. Com a ajuda de um deles - Russel -, Alan resolve embarcar em uma louca viagem para encontrar e reunir o resto da turma que esteve na barriga com ele.



16 outubro 2019

Riverdale, a série que retrata as várias versatilidades que a vida pode provocar


É fato confirmado que a vida proporciona várias reviravoltas em diferentes momentos da vida de uma pessoa. Como já dizia o buda Sakyamuni, tudo nesta vida é mutável, o que significa que nada é para sempre. Em Riverdale, vemos essas várias facetas sendo aplicadas diretamente na vida dos jovens personagens que compõe a trama. Fugindo totalmente da inércia de um roteiro único, os personagens estão constantemente sofrendo alterações drásticas em seus cursos, quer sejam elas positivas ou negativas.


Atualmente a série possui três temporadas, estando com sua quarta já em produção. Assim como qualquer história, Riverdale também segue uma linha de desenvolvimento. Se esta linha permanece lógica, já não sei se posso comentar sobre isto com tanta certeza, já que a terceira extrapolou um pouco os fatos apresentados pela primeira e a segunda. Sobretudo, em todas as temporadas da obra, a retratação de uma distopia na vida de cada um é avidamente trabalhada, desde a apresentação do figurante, a vida que ele leva, as escolhas no decorrer do caminhar e suas consequências.


Jason Blossom

Jason Blossom é o fator primordial para o desenvolvimento futuro de Riverdale, já que ele é o tema central da primeira temporada da obra. O caso gira em torno dele, Cheryl Blossom, sua irmã e a família Blossom, a família mais influente da cidade. Após Jason ser assassinado, a vida pacata dos moradores muda completamente. Sem saber o que instigou esse assassinato ou mesmo quem foi o responsável, a cidade se mobiliza, a fim de encontrar o culpado pelo crime. Assim somos apresentados aos protagonistas da série.


Jughead Jones, Archie Andrews, Betty Cooper e Veronica Lodge são o foco de Riverdale e os responsáveis por causar todas as ações positivas e negativas no enredo. São eles que, constantemente, têm suas vidas afetadas pelas escolhas. Nesta primeira temporada é abordada a vida de cada um, para fins de conhecimento e de afinidade com os personagens. Aqui, conhecemos a vida que cada um costuma levar e como eram felizes, mas também vemos o primeiro evento caótico que sofreria vários desdobramentos no futuro.


O Gorro Negro

Na segunda temporada, Betty Cooper é o centro. Explicado o assassinato de Jason Blossom, o tal desdobramento no tópico anterior é posto em ação. A vida de Betty, antes feliz e harmoniosa, passa a sofrer várias assimetrias quando ela entende que sua vida está em perigo. Um assassino em série está matando pessoas em Riverdale e, com os vários incidentes, recebe o nome de Gorro Negro, justamente por usar um capuz preto para esconder seu rosto.


Betty recebe ajuda de seus amigos para deter este cruel inimigo que deseja ceifar sua vida. Enquanto este vai se desenrolando, a vida dos demais personagens começa a sofrer mudanças, pois cada um tem sua parte de influência e importância. Assistida a vida de um personagem e seus problemas, a cena troca para a vida de outro e seus problemas a serem enfrentados. Não focando apenas em uma história, Riverdale trabalha muito bem o conceito de ensemble cast.


O Rei Gárgula

Chegamos ao último evento da série até o momento, o assunto da terceira temporada. Esse foi o comentado acima como "o que mais foge da linha construída pelas temporadas precedentes", uma vez que aborda sobre eventos sobrenaturais. E, após acompanharmos a vida de cada um na primeira e segunda temporada, esta terceira reverbera ainda mais forte a ideia de desgraça. Uma das Leis de Murphy diz que, se algo tem tendência a dar errado, dará errado. Fato concreto na vida dos personagens de Riverdale. Neste ponto, na medida em que algumas coisas foram resolvidas e superadas, outras iniciam-se com uma potência mais absurda, trazendo eventos mais bizarros e sanguinários.


Ainda assim, a história permanece com suas ligações com as temporadas anteriores, o que faz com que a coesão do roteiro permaneça inabalável. Riverdale é uma grande série. Interessante, misteriosa e com vários elementos atrativos, principalmente se você é jovem. É uma boa indicação para você que está à procura de uma nova série para começar a assistir.

FICHA TÉCNICA



Nota do crítico: 
★★★★
Título: Riverdale
Gênero: Drama, adolescente, mistério
Autor/Organização: Roberto Aguirre-Sacasa
Distribuidora: The CW
Selo: ------
Ano: 26 de janeiro de 2017 – em desenvolvimento
Sinopse: A pequena e tranquila cidade de Riverdale fica de cabeça para baixo quando é atingida pela misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade. Archie Andrews, Betty Cooper, Veronica Lodge, Jughead Jones, Cheryl Blossom, Josie McCoy e seus amigos exploram os problemas da vida cotidiana na pequena cidade, enquanto investigam o caso de Jason Blossom. Mas, para resolver este mistério, o grupo de amigos deve descobrir os segredos que estão enterrados profundamente na superfície da cidade, pois Riverdale pode não ser tão inocente como parece.



14 outubro 2019

Ela é da simplicidade


Ela é do tipo que ama flores, e adora receber uma que foi pega em qualquer jardim de rua. 

Ela gosta de tardes tranquilas, pôr-do-sol da varanda, ouvindo as cigarras e os passarinhos.

Ela ama ouvir suas músicas preferidas e atuar como se estivesse no videoclipe de verdade. Ela acha graça em qualquer lugar onde os outros acham rotineiro demais.

Ela ama surpresas. Uma mensagem, ou um abraço inesperado. Um sorriso distraído, um olhar profundo no meio da noite. 

Ela é seu próprio sol, se inspira. Se encanta com pequenos detalhes, e encanta com seu jeito de brilhar no final do túnel que parecia escuro demais. Ela é do amor, da paz sorridente, do caminho leve e da simplicidade.



11 outubro 2019

11.10.19 0

Pretendo ainda ler (algum dia)


Não sei vocês, mas na minha cabeça, acho que todo leitor tem aquela celebre listinha de livros que quer muito ler, mas acaba deixando para depois. Aqueles livros que você tem certeza que vai ler algum dia, mas ainda não se decidiu quando. Vocês também são assim?

Hoje decide compartilhar com vocês a minha lista "Um dia ainda lerei". E claro, adoraria conhecer a lista de vocês.


① Vivendo perigosamente


Não sou uma leitora de livros de terror, mas confesso que tenho muita curiosidade de ler algum livro do Stephen King. Afinal, com toda a certeza, ele é a maior referência em se tratando de histórias de terror.
Entre o seus livros, o que mais tenho interesse em ler é Misery. Fala sério... essa sinopse é um MÁXIMO!!
Gênero: Terror
Sinopse: Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.

A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.


② A curiosidade que há em mim

Tá, confesso que tenho um certo receio em ler livros clássicos. Mas durante as minhas andanças pela biblioteca do colégio perto de casa, me deparei com Crime e Castigo, um clássico russo. E quando li a sinopse... cara, a minha curiosidade foi a mil. Que crime ele cometeu? Ele vai mesmo conseguir se safar?
E é por isso que sem sombra de dúvidas esse livro não sai da minha lista.
Gênero: Romance
Sinopse: Publicado em 1866, Crime e Castigo é a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petesburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César e Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas da tirania.


③ Emotiva que sou, já sei que irei chorar

Depois que minha amiga ficou me enchendo o saco um milhão de vezes (nem sou exagerada) para ler O Diário de Anne Frank, finalmente decide ler ao menos a sinopse do livro fiquei super interessada em conhecer a história, e claro, já estou me preparando emocionalmente para passar raiva com as atrocidades que aconteceram e chorar litros.
Gênero: Biografia
Sinopse: O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seus diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.
Lançado em 1947, O Diário de Anne Frank tronou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O Diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo.


④ Quando a preocupação com o futuro bate a porta


Outro clássico, eu sei. Mas convenhamos que bate aquela curiosidade de ler esse tipo de livro, principalmente com o nosso atual governo.
Mas deixando esse negócio de política de lado... eu sempre ouço falar muito bem de Laranja Mecânica. Depois de tantos comentários, e de descobrir que é também uma distopia, fui logo acrescentá-lo a lista.
Gênero: Ficção científica / Distopia
Sinopse: Clássico eterno da ficção científica, Laranja Mecânica é um verdadeiro marco na história da cultura pop e da literatura distópica. Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma resposta igualmente agressiva de um governo totalitário.
A estranha linguagem utilizada por Alex, conhecida como Nadsat, merece destaque na obra, criada pelo próprio Burgess, fornece ao romance uma dimensão quase lírica.
A trama, que conta a história da violenta gangue de adolescentes que sai às ruas buscando divertimento de uma maneira um tanto controversa, incita profundas reflexões sobre temas atemporais, como o conceito de liberdade, a violência – seja ela social, física ou psicológica – e os limites da relação entre o Estado e o Individuo.
Ao lado de 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, Laranja Mecânica é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século 20. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.


⑤ Que nerd de respeito nunca leu

Sendo sincera, não acho que possa me caracterizar como nerd. Mas pelo menos dessa vez, vamos considerar que sim, ok?
A clássica trilogia O Senhor dos Anéis é um marco para quem gosta de fantasia. Até o momento, apenas assisti aos filmes. E acho que justamente por ter gostado tanto dos filmes, fiquei interessada em ler os livros.
Gênero: Aventura / Fantasia
Sinopse: Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve empreender uma perigosa viagem através da Terra-média até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder - a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro.
Continuação de O Hobbit e início da trilogia O Senhor do Anéis, o livro revela como surgiram os anéis mágicos e como um grupo de magos, elfos e outros seres se formou para impedir que o maligno Sauron dominasse toda a Terra Média.