Eu sou um terremoto desses 9.0 na escala Richter

Por Marina Nascimento - 04 julho


Eu sou um daqueles terremotos 9.0 na escala Richter, destruo-te em questão de segundos, mas com uma leve diferença, enquanto o terremoto destrói com uma ferocidade sagaz em seu leve estremecer, destruo-te apenas com três palavras: Eu te amo. E isso, meu amor; destrói em proporções continentais. 
         
Sou uma metamorfose ambulante, vivo em constante movimento; minha energia se propaga em todas as direções. Troco de pele mais rápido que um cobra, por vezes no intuito de me esconder mais rápido do que me acham; e você foi o primeiro a conseguir isto: fez eu me perder no meio do caminho, hoje já nem sei que pele visto. 
              
Te arrasto em meu próprio tsunami de sentimentos, onde o vero epicentro é a dor. 

Eu sou um fenômeno natural, e não tentes me mudar, pois só levará a mais estragos. Estragos irreparáveis. 

Mas te peço que não transformeis nossa relação em uma convergência de placas tectônicas: uma incerteza de um desastre, não transformeis em avalanches de palavras mal ditas, em atividades vulcânicas desavisadas ou em falhas geológicas imprevistas. Mas faz do meu desastre o teu recomeço.

Eu não sou apenas um micro tremor de terra, amor; sou um terremoto desses completos. Um daqueles que varre tudo à sua frente sem o mínimo de pudor.

Um terrível desenrolar de acontecimentos. Uma grande turbulência, seguido de um leve despertar. Desperte desta grande armadilha que é me amar. Não te entregues a mim, se fizeres, estarás no princípio do fim.              

Meu amor, não cismes comigo, não te prendas em um amor doentio, não desse jeito egoísta e sem hora para acabar, eu não sou dessas de se apaixonar. Eu não cismo com você, te deixarei em paz. Se bem que, talvez, já seja tarde demais. Merda. Cismei.             

Abalo sísmico.               

Lá vamos nós: beira do abismo. 

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