Crítica - It: A Coisa

Por Nahh lima - 05 outubro


Antes de começar a dizer o que gostei, ou não, no filme, gostaria de deixar claro que não li o livro, portanto, não me sinto na posição de comparar ambos. O que irei fazer é apenas expor a minha opinião quanto ao filme, do ponto de vista de alguém que não conhecia a história.

Para quem não conhece o enredo, a história se passa em uma cidadezinha do Maine, chamada Derry, onde coisas estranhas andam acontecendo, mais especificamente com as crianças, que estão desaparecendo sem explicação. Entre as crianças desaparecidas está o pequeno Georgie Denbrough, que desaparece já no começo do filme, em um dia chuvoso em que ele sai para brincar com o seu barquinho de papel.

Motivado pela tristeza e pela culpa que sente por não ter impedido o desaparecimento do George, Bill, seu irmão mais velho, não mede esforços para tentar encontrá-lo. E para isso ele conta com a ajuda de dois de seus melhores amigos de escola, Richie e Eddie. Mas não são só os dois que se juntam a essa jornada, no decorrer dos acontecimentos do filme, mais quatro jovens se juntam ao grupo, entre eles a única garota do grupo, a Beverly Marsh.

Com o grupo completo, os sete se juntam nessa jornada para descobrir o que está acontecendo na cidade e para onde estão indo todas as crianças desaparecidas. Contudo, o que eles não imaginavam é que se deparariam com o palhaço Pennywise e acabariam confrontando os seus maiores medos.


Bem, agora que estão todos a par da história, vamos ao que interessa... o que eu achei do filme.

Apesar de ter gostado, e muito, da adaptação, já vou avisando as pessoas que tem interesse em assisti-lo que se estão esperando um filme daqueles que irá te deixar morrendo de medo e perturbado, irão ter uma grande surpresa, pois não será isso que encontrarão nele. Acredito que para abranger um maior público, foi optado por dar um ar mais leve ao filme, trabalhando-se em nuances de terror, drama e suspense.

O longa começa com um boa impressão desde o começo, com a sua trilha sonora nos colocando no clímax do filme. A partir daí ele não nos decepciona, a fotografia é muito bonita, me lembrando algumas vezes da série Stranger Things e as mudanças no clímax entre as cenas são muito bem trabalhadas, em um momento estamos tensos com o clima de terror e no seguinte damos risadas de alguma tirada dos personagens. Tudo feito de forma natural, sem dar a sensação de quebra no contexto da história ou no clímax. A propósito, devo dizer que gostei muito das cenas de terror que eles construíram, pois não são apenas sustos repentinos e sim, toda uma construção de tensão e desconforto, para então inserir o medo, encarnado na forma do palhaço Pennywise.

Há aqueles que digam que não gostaram do começo do filme, que acharam muito lento ou arrastado o início, mas eu discordo. Pra mim, o filme acertou do começo ao fim. O começo é devagar? Sim. Mas entendo que isso se trata de uma contextualização muito importante para que conheçamos mais cada um dos personagens e suas motivações, o que torna ainda mais fácil que nos apeguemos a eles.

Tem também aqueles que reclamam que o filme não deveria ser classificado como terror, e disso eu não posso concordar nem discordar completamente. A única coisa que posso dizer sobre isso é que acredito que esse filme vai muito além desses filmes de terror que só tem mortes aleatórias, medo de objetos se mexendo e luzes se apagando. Além de personificar o mal na forma de um ser tão adorado pelas crianças, o que é perturbador, o longa consegue ser leve e divertido, ao mesmo tempo que debate sobre temas bastante interessantes como as diversas formas de abuso de alguns pais com seus filhos e as consequências disso neles.

Fora tudo o que já citei, que vocês podem considerar como motivos e recomendações para assistir ao filme, também quero ressaltar aqui a atuação dos personagens. Das crianças, com seu linguajar que muitas vezes serviu de alívio cômico para o filme,  e em especial ao ator Bill Skarsgård, que deu vida ao Pennywise e o tornou um personagem perturbador e sarcástico.


Mas como nada é perfeito, o filme teve os seus pontos baixos também, que ao meu ver foram dois, um deles sendo a caracterização de um dos personagens que aparece no filme, que supostamente era para dar medo, mas que não foi muito bem construída para isso, e também a cena em que o Pennywise rasga a barriga do Ben com as unhas e depois ele sai como se aquele machucado não fosse nada.

No mais, acredito não ter nada que eu possa ressaltar de ponto negativo sobre a adaptação. Na minha opinião, esse é um excelente filme para assistir e se divertir, e espero que possamos ver mais filmes como esse futuramente.

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2 comentários

  1. Olá!
    Gostei bastante de como trabalharam essa mistura de gêneros (terror, drama, suspense e até um pouco de comédia), ouvi dizer que o livro também tem esse estilo.
    Adorei sua crítica!

    Beijão
    Leitora Cretina

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    Respostas
    1. Oi Mô
      Que bom que gostou da crítica sobre o filme.
      Também achei que eles conseguiram trabalhar muito bem com os diversos gêneros propostos, dando um ar mais leve e descontraído a adaptação. Não sei como isso acontece no livro, mas espero descobrir um dia. Tem intenção de ler o livro?

      Beijos!!

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