08 abril 2019

Resenha #114 - Os Últimos Dias


Essa é uma história triste, porém repleta de amor e aprendizado. Eu amo histórias assim. 

Rachel é uma adolescente diagnosticada com leucemia, que não consegue ver muitas coisas boas na vida. Já Gabriel é um garotinho, que também tem leucemia, porém ao contrário de Rachel ele é muito alegre e aproveita avidamente seus dias. 

Ao se encontrarem no hospital, eles acabam se tornando amigos inseparáveis e Gabriel consegue mostrar a Rachel o lado bom da vida, a beleza de aproveitar o hoje apesar de todas as coisas ruins. 

"Não sabia que tinha tanta facilidade em amar as pessoas."

Eles assistem desenhos, colecionam pôr do sol, passeiam pelo hospital e aprontam bastante. É lindo ver o relacionamento dos dois, ver como conseguem superar as adversidades do dia a dia e seguir em frente. 

"Acho que a parte mais complicada de ser humana é conseguir lidar com esse turbilhão de emoções, mas são elas que nos mantêm vivos."

A leitura é muito fluída e como o livro é curto, rapidamente é possível terminar de ler. A gente acaba o livro com um sentimento de "cara, eu tenho que dar valor a minha vida, ao presente, aos meus sonhos". 

A lição dessa história preenche nosso coração, assim como as lágrimas enchem nossos olhos nas páginas finais do livro. 


"Em todos os relacionamentos existem os momentos de felicidade e tristeza; saber lidar com ambos é uma tarefa árdua. Mas, com certeza, vale a pena."

FICHA TÉCNICA  

Nota do crítico: ★★★★☆♡
Título: Os Últimos Dias
Série: ------
Volume: Único
Gênero: Drama / Ficção 
Autor/Organização: Bela Dias 
Editora: Talentos da Literatura Brasileira
Selo: ------
Páginas: 128
Ano: 2016 
Sinopse: O tempo é algo subjetivo. Ele pode ser infinito para alguns e efêmero para outros. No entanto, uma coisa é certa: todos nós temos nosso tempo. E o de Raquel e Gabriel está acabando, pois ambos foram diagnosticados com leucemia. Ela tem 16 anos e ele, 6. Apesar da diferença de idade, ao se conhecerem no hospital, os dois rapidamente se tornam melhores amigos. Juntos, descobrem como aproveitar seus últimos dias, em meio a tantos tratamentos, remédios, dores, exames e olhares piedosos, tornando a dura e triste rotina do hospital um pouco mais divertida. Seja com uma coleção de pores do sol, observando formatos de nuvens, assistindo a desenhos infantis ou lendo O Pequeno Príncipe , mas, principalmente, acreditando que em todo fim existe um novo começo.

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