Ah se ela pagasse!

Por Gabrieli Andrade - 15 julho


Se a saudade pagasse um salario gordo para cada vez que ela aperta o peito, não haveria fome nem miséria no mundo.

O mendigo sente saudades de casa, da família que ficou pra trás. Dos dias felizes que não vê mais.

Os idosos dos asilos sentem saudades da velha juventude, de viver intensamente, de dias em casa, em família, saudades dos tempos que não voltam.

As mães e os pais sentem saudades dos filhos que crescem e se vão, seguem sua trajetória e deixam apenas como lembranças e ensinamentos as noites em claro por causa da cólica, da febre, dos dentinhos que estavam nascendo, da primeira baladinha.

Eu, sinto saudades de tudo que vai passando tao rápido. Sinto saudades de dias ensolarados jogando conversa fora debaixo da mangueira no quintal, do canto da cigarra. Sinto saudades de amigos que não vejo mais, que me ensinaram tanto, e cada um com seu jeitinhos faz parte de quem sou hoje. 

Ah, sei que muitas águas ainda vão rolar, ou assim espero, e também sei que algum dia sentirei saudades de tudo que vivo hoje. Afinal, a saudade faz parte da vida, nos lembra que, se ela existe, alguma coisa lá atras valeu a pena.

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