Crítica - O Mínimo Para Viver

Por F.S.Kate - 19 outubro


O Mínimo Para Viver, comprado pela Netflix e distribuído em sua plataforma gerou grande acesso, colocando em pauta dessa vez a anorexia. Podemos perceber que a Netflix vem trazendo filmes e séries relacionados a problemas sociais, como "13 Reasons Why" que trouxe o suícidio a tona. 

Expondo um distúrbio alimentar que para muitos ainda não é completamente claro, o longa-metragem traz como protagonista a atriz Lily Collins no papel de uma garota que sofre de anorexia. 

Ellen tem uma vida familiar conturbada. Pais divorciados, mãe morando longe e o pai preso ao trabalho, ela acaba ficando aos cuidados da madrasta e em uma ida ao médico com a mesma, ele acaba aconselhando sua internação em uma clínica de repouso para tratar a doença. 

Após alguns conflitos, ela acaba aceitando a ideia. Lá nos podemos ver mais jovens com a doença e como eles passam por isso, tendo então uma melhor visão de como uma pessoa com anorexia se sente. O que aliás eu achei ótimo no filme, o fato de podermos entender o conflito individual que a doença provoca, na prática. A doença faz com que a vítima definhe de forma mental, tanto quanto fisicamente, se vendo fora do corpo desejado, contando calorias, criando aversão a comida e se sentindo feliz com a fome. 

Acompanhamos na clínica, as obsessões corporais dos pacientes e as várias formas que fazem para não engordar. Ellen por exemplo é viciada em abdominais. Eles tentam de toda forma perder as calorias que mal ingerem. 

Lily Collins, teve que sofrer uma grande transformação física para o papel, necessária para que o impacto visual da trama não fosse perdido. Com isso temos cenas fortes de intensa magreza da personagem. 

O filme como a série 13 Reasons Why tem tanto críticas positivas, vendo como isso pode nos ajudar a entender melhor a doença e um chacoalhar de realidade a muitas pessoas que sofrem ou estão entrando de cabeça na anorexia. Como também críticas negativas que aludem ao incentivo a anorexia. 

Na minha opinião, o filme tratou muito bem todos os lados da doença, nos dando uma visão clara e nos fazendo refletir o mal causado pela mesma. Confesso que não gostei muito do final do filme, mas o mesmo não afetou o aprendizado adquirido no decorrer da trama. 

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