27 janeiro 2018

E se a escuridão fosse real? Parte 2


Caso ainda não tenha lido a primeira parte do conto, acesse >> E se a escuridão fosse real? Parte 1

Depois que a vi, fiquei pensando se ela voltaria para lá, eu queria saber como ela estava, o que andava fazendo da vida. Eu adorava aquela menininha tão doce que era Jasmine, mas parece-me agora que toda a doçura de uma criança inocente ficou trancada naquela casa, junto com tudo o que aconteceu naquele dia horrível.

Os dias foram passando, e eu não a vi mais por ali. Até que em um sábado ao cair a noite, vi um carro preto estacionar na frente da casa pela minha janela onde sempre fico lendo meus livros. Observei esperando ela descer, os minutos passaram e nada. Como sou ansiosa demais, levantei-me e fui saindo da minha casa e cheguei próximo ao carro que de tão brilhoso e limpo fiquei com medo de encostar e acabar sujando. Então ela desceu, estava uma mulher tão linda. Usava uma calça social branca e uma blusa vermelha, os mesmos  olhinhos castanhos e o cabelo curto, agora escurecido, se eu não lembrasse bem, não a reconheceria.

Ela se lembrou vagamente de mim, perguntou-me se alguém estava morando na casa, eu a disse que não, nunca ninguém morou ali depois.

 - A senhora lembra-se? Digo, do que houve? -olhou para casa com o mesmo olhar perdido do outro dia que a vi.

- Lembro sim, e sinto muito. Eu não consigo entender Jasmine, mas é bom te ver bem, como está sua mãe?

- Mamãe esta internada, teve um surto depois daquele dia, viveu dois anos a base de calmantes e então meus parentes acharam melhor interna-la. Eu sinto falta dela.

-  Eu... sinto muito, não sei o que dizer. Mas, ela esta melhor? E Porque voltou aqui? Pretende alugar a casa?

- Ela não reage mais, houve uma época em que os rémedios faziam efeito, mas depois ela voltava pra casa e os surtos retornavam. Uma vez veio tão forte que ela não voltou mais em si, eu não sei como ajuda-la. - vi uma lágrima brotar em seu rosto. Eu voltei pra tentar ajuda-la, ainda não sei como começar, mas minha mãe precisa de mim.

-Ajuda-la? Aqui? Algo que você precise levar da casa ou coisa assim?

- Não, dona Clarice, a coisa é bem pior do que isso. Todos desacreditam da minha mãe até hoje, mas eu não, e vou lutar por ela. E tenho que ir agora, já está tarde.

- Olha minha filha, se precisar de qualquer coisa, só bater na minha porta,eu irei ajudar no que for possível.Vá com Deus.

- Até logo dona Clarice, obrigada.

Ela entrou no carro e se foi. Não quis perguntar mais nada para não ser inconveniente, mas ela parecia muito convicta em ajudar a mãe.O mais estranho de tudo, e o que eu não tinha entendo, era a ligação dos surtos da  mãe com o que ela veio fazer ali na antiga casa.


Continua.

2 comentários:

  1. Olá Gabi!!!
    Cada vez que eu dou uma volta pelo Abobrinha descubro que a equipe é super talentosa. Agora tem pontas soltas que quero ver o que acontecerá??

    lereliterario.blogspot.com

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    Respostas
    1. Olá Isa!! haha obrigada pelo carinho, e aguarde que tem um final se aproximando por ai !
      Beijoss

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