Não se cobre tanto [+18]

Por Blogueiro Anônimo - 02 junho


Eu estava muito lascada da vida, sei lá se era tpm ou fase de reflexão interna - ou os dois, o que seria louco, solte os avisos de perigo! 

Bom, a questão que permeou meus pensamentos foi sobre como nós mulheres submetemos nós mesmas a certos preceitos machistas. E nesse caso mais especificamente, sobre como achamos que não deixar a vida sexual do casal cair na rotina depende de nós em 99%, se não, unicamente de nós. 

Nós nos sentimos na obrigação de fazer algo, sempre. Ah tenho que fazer algo diferente! Vou vestir uma fantasia sexy, vou comprar uma lingerie ousada, vou fazer um striptease, vou dançar pra ele... Enfim, quando foi que você ouviu um homem dizendo: vou fazer um striptease pra ela, vou comprar uma cueca sexy que eu sei que ela vai amar... Raro não é? 

Os caras geralmente pensam em comprar uma lingerie para Ela fazer striptease, não ele, porque os homens tendem a querer aproveitar, basicamente. Eles fazem o mínimo no quesito fazer algo sexy para Ela. Seja por convenção da sociedade, ou se manter na área de conforto. 

Sabemos que tornou-se praxe a mulher fazer as surpresinhas para o companheiro na hora do sexo. Mas bem, não sendo feminista nesse pensamento e sim sendo apenas mulher, acredito que essa carga de não deixar a vida sexual cair na rotina não deve ficar praticamente toda em cima da mulher, os homens têm sim que dar a cara a tapa e não so esperar por elas, tem que sair da área de conforto e fazer algo diferente. 

E absolutamente não estou dizendo que são eles que nos impõe isso e sim que muitas vezes somos nós mesmas. Não me entenda mal, não estou dizendo que é errado fazer uma surpresinha pro seu companheiro, estou dizendo que não é só você que precisa fazer isso. 

Nós esperamos pouco deles, enquanto eles esperam muito de nós - isso soou bem feminista eu sei. Mas a intenção aqui não é criticar os homens e sim fazer nós mulheres refletirmos sobre isso e em quanto peso estamos nos colocando.

Direitos iguais não é mesmo? Que seja na vida íntima também! 

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