Metamorfose

Por Marina Nascimento - 05 setembro


A vida é uma coisa engraçada. Você já parou para observar um casulo? Para mim, não existe coisa mais bonita. Não o casulo em si, mas todo o seu significado.

Renovação. Transformação. Metamorfose.

Aquele casulo sou eu, é você e quem mais o quiser ser também. Ele é o começo do fim. Nós já nascemos morrendo e, ao contrário do que pensam, cada dia que passa não é mais um dia de vida, mas um dia mais perto da morte. É para ela que caminhamos. O fim é inevitável.

Mas a verdade é que você quem escolhe se vai ficar dentro do casulo ou se vai voar para a vida bela que te espera daqui para a frente.

E a borboleta, para mim, é um constante lembrete disto. Sim, não sou louca, para de pensar besteiras. Enquanto estou na natureza, ela age sobre mim em seu divino esplendor e me sinto plena. Aqui, tudo faz mais sentido do que outrora. Não estou cercada por paredes de pedra ou respiro um ar inóspito, mas estou ao ar livre e seu ar puro perfura meus pulmões com a leveza de sua brisa leve. A borboleta nasce, cresce e morre, assim como nós, claro. Todos fazem parte da mesma regra. A borboleta, porém, não morre por completo, assim como nós, de fato. Ela vive sua vida até seu declínio natural e quando há de repousar seu corpo na vida eterna, vai ao chão e lá, seu corpo se decompõe e é aí que a maravilha acontece, ela vira o adubo fértil de uma nova geração de plantas que hão de viver em prol da renovação da vida.

Afinal, na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Hoje uma borboleta me ensinou a renascer.  E você? Quando vai sair do seu casulo?

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