10 março 2018

E se a escuridão fosse real? Parte 4



Caso ainda não tenha lido a primeira parte do conto, acesse >> E se a escuridão fosse real? Parte 1



Jasmine teve uma noite péssima. Eu acordei várias vezes olha-la pois estava tendo pesadelos e se revirando na cama o tempo todo. Por esse motivo mal eram seis horas da manha já levantei-me da cama e fui até a cozinha preparar um café bem forte pra suportarmos o longo dia que vinha pela  frente. Logo que coloquei a água ferver no fogão percebi Jasmine chegando até a cozinha.

- Bom dia dona Clarice. Te incomodei muito a noite?
- Bom dia querida, não foi um incomodo pra mim, só fiquei preocupada. Está bem?
- Isso vem ocorrendo todos os dias nos últimos anos, não há uma noite que eu durma completamente sem reviver aquele maldito dia em sonho.
-Eu sinto muito. Mas hoje vamos dar um jeito nisso minha filha, fique tranquila.

Jasmine acordou abatida, mas também pudera ne, uma noite horrenda daquelas e todos os dias os mesmos pesadelos, quem acordaria bem numa situação dessas.

- A senhora acha mesmo que vamos conseguir alguma coisa pra botar fim nisso tudo ?
- Se não tentarmos nunca vamos saber. Fique tranquila, vou fazer de tudo o que eu puder para ajudar você e sua mãe.  Alias, por onde anda seu irmão?
- Ah, Pietro está  no Canadá na casa da nossa avó paterna. Está estudando por lá. Eu e minha mãe achamos melhor deixa-lo longe disso tudo, ele já sofreu demais. Ele sempre vem ver a mamãe e fica dois ou três dias quando pode.
-Deve ser difícil ficar longe da família assim, mas quando isso acabar, e acredito que logo, vocês vão ter paz.
- Deus lhe ouça dona Clarice.

Logo depois de tomarmos um café bem reforçado fomos pra estrada. Jasmine decidiu ir dirigindo no carro dela. No caminho, ela me revelou mais detalhes do dia do crime.

- Depois de meu pai ter se assutado por ter visto a tal mulher com a faca na mão ele ficou quieto. Quieto demais. E foi dormir como se nada tivesse acontecido. O que já deixou a gente com um pé atrás pois meu pai nunca foi de dormir a tarde, nem quando estava de folga do trabalho. Umas duas horas depois ele levantou, estranho e calado. Foi até a cozinha, pegou a faca que estava no armário e foi...foi pra cima da minha mãe..

Nessa frase eu pude ver a dor nos olhos e na voz de Jasmine tendo que reviver tudo novamente.

-   E vocês tentaram impedi-lo.
-Sim, começamos a gritar, mas parecia que não era ele. Ele não tirava os olhos dela, tanto ódio e raiva, que pulavam pra fora dele. Ai o seu Augustus entrou na casa depois de ouvir a gente gritando e conseguiu tirar ele de perto da gente antes que fosse tarde demais, e foi ai que meu pai desmaiou, do nada. Só foi recuperar a consciência depois que os policiais chegaram, foi ai que ele se matou, na frente de todos.

O caminho ate a casa da tia de Jasmine levou pouco tempo. Ao chegarmos em frente a casa, pude avistar um carro cinza parado em frente a garagem e muito mato no quintal. Descemos do carro e batemos palma, até que uma senhora não tão velha apareceu a porta.

- O que querem?!
- Viemos falar com você tia.
-Ora ora, como está diferente Jasmine, e quem é essa velhinha contigo?
- Sou Clarice, vizinha de sua irmã.

A tia de Jasmine se aproximou até o portão e abriu-o.

- Entrem queridas. Já imagino o que vieram fazer aqui.
- Você precisar dar um fim nisso, eu não aguento mais... O que fizemos pra você?! Por favor, de um basta nisso tudo..
- Eu já te disse, o que fiz está feito, não há reversão Jasmine.
-Como pode?!!!!

Jasmine estava tão nervosa que achei melhor ela ir esperar no carro enquanto eu conversava com aquela louca da tia dela.

- Olha eu não te conheço, e entendo pouco de magia negra mas sei que você é uma vadiazinha e que esse trabalho deve ter um jeito de chegar ao fim. Então não se faça de desentendida e me  diga como acabar com isso logo!
- Clarice não é?  Primeiro que você realmente não me conhece pra chegar aqui na minha casa e falar desse jeito comigo, mas tens sorte que hoje estou de bom humor. Segundo que já falei, o trabalho que fiz pra minha irmã só vai chegar ao fim quando ela morrer, fora isso não há saída. E não vou bancar a irmã boazinha e dizer que sinto muito, eu quero mesmo é que ela pague por ter tirado de mim o homem que mais amei em toda minha vida. Ela vai pagar até o último suspiro!
- Você é doente!! Eu só não meto a mão na sua cara por respeito a sua sobrinha. Olha no que você transformou a vida dela? Isso não te causa nenhum remorso?
- Ela é amável e não tem a ver com nada, mas eu não escolho como o trabalho vai afetar a vida de outras pessoas próximas. Isso sim, eu sinto muito, mas não posso fazer nada. Agora vão embora, não há nada que eu possa fazer, e se tivesse, não faria.

Ela entrou porta a dentro e tive que me conter para não querer matar aquela mulher. Contei para Jasmine sobre nossa conversa, ela entrou em desespero. Eu tinha que ajuda-la mas não fazia idéia de como iri fazer isso. Voltamos pra casa e logo veio um temporal daqueles que deixam o céu completamente negro. Achei mais seguro Jasmine aguardar o mal tempo passar la em casa, afinal ela não estava em condições de ficar sozinha também.

2 comentários:

  1. Olá Gabi!!!
    Eu tinha dado uns bons tapas nessa mulherzinha ¬¬'
    Como é que uma pessoa pode ser egoísta a esse ponto??
    Oficialmente, quero saber como tudo isso vai se resolver e se quiser bater nessa mulher podem sim!!! u.u

    lereliterario.blogspot.com

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    1. Olaa! Hahahahaha pois é, ela merece uns bons tapas mesmo viu !
      Beijooos

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