09 maio 2018

E se a escuridão fosse real ? Parte 5


Caso ainda não tenha lido a primeira parte do conto, acesse >> E se a escuridão fosse real? Parte 1

Chegando em casa fiz um chá para acalmar Jasmine, ela sentou na minha poltrona que ficava de frente para sua casa e chorou, muito. Deixei-a um tempo sozinha, com seus próprios pensamentos, imaginei que ela precisava daquele espaço.

Horas depois ela veio até meu quarto, sentou-se na cama enquanto eu organizava meu guarda-roupas e disse:

 Agora não tem mais saída dona Clarice.
— A gente vai achar um jeito minha filha, vamos sim.
— Eu não tenho mais forças para continuar vendo minha mãe piorando a cada dia, minha família se perdendo. Eu não consigo suportar mais...
— Eu entendo você, eu vou te ajudar, olhe só. Tenho um amigo que conhece um pouco de magia negra, o Jack. Ele é... podemos dizer, um "ex bruxo". Ele já está a caminho, e vamos conversar com ele sobre isso. Ele vai ajudar tenho certeza.

Alguns minutos mais tarde Jack chegou, todo ensopado, pois do caminho do carro até minha casa tomou um belo banho de chuva. Dei uma toalha a ele e sentamos na sala para Jasmine contar o que houve com detalhes, para ver se havia o que fazer e como fazer. Jack ouviu tudo e com um olhar serio disse:

— Conheço esse tipo de magia, é muito usada por pessoas que nem entendem o que estão fazendo, na maioria das vezes.  A saída é simples, mas pode não ser tão fácil encontrar a faca e queima-la, pois acredito que nela esteja a maldição jogada por sua tia.

— Mas a faca nunca foi achada, como eu disse para dona Clarice, nem a polícia encontrou.
— Provavelmente deve estar enterrada em algum lugar da casa, mais exatamente no local onde seu pai atacou sua mãe.
— Vamos lá agora! — disse Jasmine.

Chegamos na casa, sem iluminação alguma, improvisamos com a lanterna dos celulares. Jasmine achou perto da lavanderia uma enxada velha e, Jack pegou um martelo e começaram a quebrar o chão antigo de madeira. Fizeram um vão enorme no meio da cozinha e, tudo que se via era terra e mais terra.

— Vamos entrar aqui e cavar. — disse Jack.

Começaram a cavar e quase uma hora depois não haviam encontrado nada. Estavam cansados, mas eu sabia que Jasmine não desistiria, era sua única chance. Jack parou, se encostou um pouco e respirou fundo. Estavam exaustos. Jasmine se abaixou e sentou na terra, quando abaixo de seus pés sentiu um objeto comprido. A faca.


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